Para ler

Bilinguismo na mídia

O Inglês como língua internacional

Analfabetismo era comum na idade média. Quando um rei precisava comunicar-se com outro, contratava um escriba para desenhar a mensagem em linguagem escrita. É fato sabido que Carlos Magno, no século VIII, era analfabeto. A arte de escrever era uma habilidade profissional ao alcance de poucos.Esta talvez seja a razão pela qual em 1500 a expedição portuguesa sob o comando de Pedro Álvares Cabral trouxe Pero Vaz de Caminha como escrivão da armada.
Por volta de 1700 o índice de pessoas alfabetizadas na Europa era de apenas de 30 a 40 por cento. Esse mesmo índice, por volta de 1850, já era de 50 a 55 por cento, enquanto que durante a segunda metade do século 19 a habilidade de escrever tornou-se uma qualificação básica do ser humano. No século 20 o analfabetismo tornou-se definitivamente uma deficiência intolerável em qualquer plano, em qualquer profissão. Um analfabeto nos países desenvolvidos de hoje seria uma pessoa totalmente marginalizada.
O que aconteceu com a habilidade de escrever, pode muito bem vir a acontecer com a habilidade de se dominar uma segunda língua. Se compararmos a importância de se falar uma língua estrangeira 50 anos atrás com a necessidade hoje da pessoa ser bilingue, pode-se facilmente imaginar a ameaça que o monolingüísmo representará quando nossos filhos tornarem-se adultos.
Hoje já é previsível também que dinheiro e riqueza material serão substituídos por informação e conhecimento, como fatores determinantes na estruturação da futura sociedade humana, e proficiência na linguagem de então será essencial para se alcançar sucesso.
A atual busca de informação aliada à necessidade de comunicação a nível mundial já fez com que o inglês fosse promovido de língua dos povos americano, britânico, irlandês, australiano, noezelandês, canadense, caribenhos, e sul-africano, a língua internacional. Além de falado como língua mãe por cerca de 400 milhões de pessoas, é a língua franca, o Latim dos tempos modernos, falado em todos os continentes por cerca de 800 milhões de pessoas
Estimativas mais radicais, incluindo falantes com níveis de menor fluência e percepção, sugerem a existência atualmente de um total superior a um bilhão.
Acrescente-se a isso a redução de custos de passagens aéreas, o que aumenta contatos internacionais em nível interpessoal. Por outro lado, a atual revolução das telecomunicações proporcionada pela informática, pela fibra ótica, e por satélites, despejando informações via TV ou colocando o conhecimento da humanidade ao alcance de todos via INTERNET, cria o conceito de auto-estrada de informações. Estes dois fatores bem demonstram como o mundo evoluiu a ponto de tornar-se uma vila global, e o quanto necessário é que se estabeleça uma linguagem comum.
Ao assumir este papel de língua global, o inglês torna-se uma das mais importantes qualificações profissionais. O inglês é hoje inquestionavelmente reconhecido como a língua mais importante a ser adquirida na atual comunidade internacional.
Este fato é incontestável e parece ser irreversível. Inglês acabou tornando-se o meio de comunicação por excelência tanto do mundo científico como do mundo de negócios.
Philip B. Gove, no seu prefácio ao Webster's Third New International Dictionary ilustra:
Parece bastante claro que antes do término do século 20 todas as comunidades do mundo vão ter aprendido a se comunicar com o resto da humanidade. Neste processo de intercomunicação a língua inglesa já se tornou a língua mais importante no planeta.

Fonte: Ricardo Schutz

 

Bis in the Media

Soon